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Ratos e Camundongos:
Do ponto de vista sanitário, da proteção de alimentos e de outros bens, as espécies de maior importância são os roedores comensais, aqueles que vivem em estreito contato com o homem: ratazana (Rattus norvegicus), rato preto ou rato de telhado (Rattus rattus) e/ou camundongo (Mus musculus). Todas essas espécies de grande prolificidade.
As perdas econômicas causadas pelos roedores são muitas; entre elas: o rendimento dos cultivos, a qualidade dos produtos agrícolas armazenados, além dos danos as estruturas e instalações residenciais e industriais, como roedura de cabos elétricos, tubulações, embalagens, peças de madeira etc.
Os roedores abrigam ectoparasitas, sendo importantes portadores de agentes causadores de uma série de enfermidades infecciosas, entre as quais se destacam: peste negra, peste bubônica, salmonelose, leptospirose, tifo, hantavirose e muitas outras.
Biologia e Hábitos : Se caracterizam por serem pragas de áreas urbanas e agrícolas.O R. norvegicus habitualmente vive em tocas no solo, próximo a cursos d'água ou valas, se deslocando através de trilhas até os pontos de alimentação. É uma espécie neofóbica e excelente nadadora.
O R. rattus difere não só em tamanho, como também em seus hábitos, tais como, construção de ninhos em topos de edificações e até mesmo em árvores. Tem grande habilidade em escalar e se deslocar em vigas e outras estruturas das edificações, graças ao apoio de seu longo rabo. Também é extremamente neofóbico.
Diferentemente das outras espécies, o M. musculus é extremamente neófilo, possuindo em sua característica morfológica o alinhamento da cabeça com a espinha dorsal, podendo penetrar em pequenos orifícios. Destaca-se também pelo tamanho proeminente de suas orelhas contrastando com o tamanho de seu pequeno corpo.
Controle: O êxito no controle de roedores passa necessariamente, pelo manejo integrado de pragas (MIP), onde a inspeção e a identificação das espécies é fundamental para a decisão da estratégia de controle a ser adotada. Com este propósito, a Bayer Environmental Science possui formulações em blocos, pellets e pó de contato para as mais diversas situações de controle.
Pulgas:
São insetos ectoparasitas hematófagos do homem e de outros animais de sangue quente. As espécies mais importantes são: pulga do homem (Pulex irritans), pulga do gato (Cetenocephalides felis) e a pulga do cachorro (Cetenocephalides canis), sendo o hospedeiro intermediário da lombriga intestinal do cachorro (Dipylidium caninum). A pulga dos ratos (Xenopsylla cheopis) é a mais perigosa para o homem, sendo um dos vetores da peste bubônica ou peste negra. Outra espécie de caráter importante é a pulga da galinha (Echidnophaga gallinacea).
Além de serem vetores de várias doenças para seres humanos e animais, suas picadas ocasionam dermatites (72 pulgas sugam 1 ml de sangue por dia) causando grande incômodo para a convivência nas áreas infestadas.
Biologia e Hábitos: O adulto vive em ambientes sempre associados ao acúmulo de poeira, fator que favorece sua proliferação, já que, a cada 5 pulgas no animal, 95 estão no ambiente. Já as larvas, se encontram principalmente em ambientes com elevada umidade se alimentando de detritos orgânicos e fezes de adultos. A postura de ovos (cerca de 300 a 400) acontece logo após o adulto se alimentar do sangue do homem ou dos animais domésticos, retornando ao ambiente.
Devido a sua alta prolificidade e a convivência de várias gerações na mesma área, este inseto tem uma grande capacidade de alcançar altas infestações em um curto prazo de tempo, sendo a fase larval a mais longa delas, considerando que uma pulga adulta pode chegar a viver um ano ou mais
Controle: É importante determinar qual espécie encontra-se infestando o ambiente, afim de identificar o animal parasitado. Para esta praga torna-se fundamental, promover alterações físicas no ambiente através da remoção de detritos que estejam abrigando larvas, pupas e adultos, associado ao controle químico do ambiente, com o objetivo de eliminar o incômodo causado pelo inseto, bem como, diminuição do risco de transmissão de doenças para o homem e seus animais domésticos.
Escorpiões:
Pertencem a classe Arachnida. São predadores de aranha e outros insetos, principalmente baratas. Possuem atividade noturna e vivem habitualmente em terras áridas e rochosas, exigindo locais úmidos para se abrigarem. Tem a capacidade de atenderem sua necessidade de água retirando umidade do ar respirado.
Suas principais espécies causadoras de acidentes são o escorpião amarelo (Tityus serrulatus) e o escorpião preto (Tityus bahiensis). O escorpião amarelo é o mais venenoso e mais freqüentemente encontrado na região Sudeste, Paraná, Bahia e sul de Goiás. Já o escorpião preto, é encontrado da Bahia ao norte da Argentina, Mato Grosso do Sul e Paraguai.
Biologia e Hábitos: As áreas de problemas de acidentes com escorpiões tem maior destaque nas regiões climáticas mais quentes e recrudecimento nos meses onde ocorrem aumento da temperatura e pluviosidade. Sua longevidade pode chegar a cinco anos. Seu veneno é utilizado para imobilizar as vítimas e são freqüentemente encontrados caçando insetos e aracnídeos debaixo de pedras, troncos, escombros, túmulos etc. Se reproduzem partenogenéticamente, sendo que uma fêmea de escorpião amarelo pode ter quatro ou mais parições e cerca de 70 filhotes durante a vida. Adaptam-se muito bem a todos os tipos de ambientes urbanos e quando encontram alimento e abrigo, se proliferam muito. A sensação provocada pela picada do escorpião é similar a das abelhas e vespas porém, provocam dores mais intensas, paralisia e podem acarretar até mesmo a morte.
Controle: A estratégia para controlar as infestações de escorpião, passam necessariamente pelo controle físico dos abrigos (remoção de entulhos e vedação de rachaduras e frestas), associado ao tratamento químico dos pontos de abrigo, passagem e alimentação desta praga.
Moscas:
Insetos voadores pertencentes a ordem Díptera, são os mais encontrados em todo o mundo.
Dentro das espécies, algumas são hematófagas e outras se alimentam de matéria orgânica fresca ou em decomposição, razão pela qual se tornam vetores de vários microorganismos causadores de doenças, tais como: febre tifóide e paratifóide, diarréia, cólera, vermes intestinais, poliomielite, entre outras.
Além de transmitir endemias, algumas das espécies de moscas competem com o homem por alimento, como no caso da mosca das frutas (Anastrepha spp), que causa danos diretos no processo produtivo. É uma praga de diversas culturas e é parasita de animais, o que interfere na produção de carne, ovos e outros produtos de origem animal.
Dentre as espécies caracterizadas como pragas, temos a mosca comum (Musca domestica), mosca dos estábulos (Stormoxys calcitrans), mosca das latrinas (Phania spp), entre outras. Há vários outros tipos de moscas menos freqüentes nas residências, mas que estão nas cidades. Existem as que se alimentam de cadáveres onde também põem seus ovos (Sarcofagídeos) e as de coloração metálica (Califorídeos) que vivem do lixo mas preferem carne e seus derivados. Há ainda, as pequenas Drosophilas e as "Mutucas" que picam dolorosamente. Além dessas, ocorrem várias outras espécies que causam incômodo e contaminações.
Biologia e Hábitos: Insetos caracterizados por um par de asas (Dípteros), apresentam aparelho bucal do tipo esponjoso, suas larvas não possuem pés e geralmente tem a cabeça retraída dentro do tórax.
A oviposição pode se dar em ambientes ricos em matéria orgânica ou diretamente nos animais parasitados. No caso da mosca comum, após a fêmea copular com o macho, deposita seus ovos, que são em torno de 75 a 100 ovos por lote, colocando-os num total de 5 a 6 lotes; a eclosão destes ovos no período quente, fica em torno de 12 a 24 horas. Após a liberação das larvas, esta fase dura aproximadamente de 4 a 7 dias; ao término deste período, começa a fase pupal, que dura algumas horas, fechando seu ciclo com a fase adulta. No verão, dependendo da temperatura e umidade, pode-se chegar a duas gerações de moscas em um mês.
As moscas são atraídas por uma grande variedade de alimentos, mas seu aparelho bucal, só permitem a ingestão de alimentos líquidos ou semilíquidos, de forma que necessitam liqüefazer regurgitando sobre eles sua saliva fortemente enzimática.
Habitualmente, esses insetos podem ser encontrados pousados no chão, paredes, tetos, folhas de plantas etc. À noite, são encontrados repousando sobre fios elétricos e arames.
Controle: O sucesso do controle eficiente desta praga, exige uma inspeção criteriosa dos criatórios de larvas e os locais freqüentados pelos adultos, pois na estratégia a ser adotada deverá ser efetuada ao mesmo tempo para formas jovens e adultas, impedindo as freqüentes reinfestações.
Dentro do manejo integrado de pragas (MIP), todo o tratamento químico deve ser associado com as boas práticas de higiene, reduzindo o acesso ao alimento e interferindo de forma decisiva no ciclo reprodutivo através da redução de possíveis criatórios.
Baratas:
Habitualmente associadas a más condições de higiene, estes insetos podem estar presentes nos mais diversos ambientes, infestando os mais diferentes pontos. A maioria vive em regiões tropicais, porém podem ser encontrados nos mais diversos lugares do mundo (polo norte e polo sul), devido a sua grande capacidade de adaptação, prova deste fato e que alguns fósseis mostram que as baratas existem a mais de 300 milhões de anos. São citadas mais de 3500 espécies de baratas, sendo que somente 1% do total de espécies são descritas como praga urbana.
Além do aspecto repugnante do seu corpo, caracterizam-se como importantes disceminadoras de organismos patogênicos, como: bactérias (salmonelas), vírus e protozoários, responsáveis por doenças como cólera, difteria, diarréia, toxoplasmose, herpes, gastroenterocolites, lepra, pneumonia, intoxicação alimentar, infecções respiratórias entre outras.
Dentro das espécies comumente encontradas em ambientes urbanos, pode-se destacar a Blattella germanica, vulgarmente chamada de francesinhas, paulistinhas, militar etc. Outra espécie amplamente encontrada infestando ambientes urbanos é a Periplaneta americana, mais conhecida com barata de esgoto, barata americana, barata voadora, barata cascuda etc.
Ainda não existe um levantamento científico sobre o número de espécies urbanas encontradas no Brasil, mas a ocorrência de novas espécies vem sido comprovada através de trabalhos de inspeção das empresas controladoras de pragas que citam a Supella longipalpa e Blatta orientalis.
Biologia e Hábitos: A vida urbana moderna gera uma série de resíduos (lixo), substrato este para a proliferação das baratas, graças ao seu hábito onívoro. Aliado ao seu alto potencial reprodutivo, ela produz altas infestações em um período curto de tempo e apesar de viverem aglomeradas, as baratas não são consideradas insetos sociais.
A Periplaneta americana prefere abrigos como caixas de esgoto e gordura, galerias subterrâneas, áreas de serviço, porões, sótãos, forros e áreas externas com acúmulo de material orgânico. A Blattella germanica prefere cozinhas, depósitos de alimentos, embalagens, fornos, estufas, motores de geladeiras e freezers, conduítes, bancadas, frestas em alvenaria e armários embutidos.
Dentro das características da praga, pode-se relatar a capacidade de sobrevivência sem se alimentar durante até um mês, sem ingerir água durante até uma semana, ficar até 40 minutos submersa e se deslocar por fendas muito pequenas de até 1,6 mm. A ooteca é uma estrutura que tem a função de proteger os ovos das variações do ambiente, inclusive dos inseticidas, garantindo assim, a reinfestação e perpetuação da espécie.
Possuem aparelho bucal mastigador com fortes mandíbulas e deslocam-se habitualmente durante a noite, preferindo locais com temperatura entre 20 e 34 C. Geralmente cada ooteca contém até 36 ovos, no caso da Blattella germanica. A expectativa de vida é de 3 a 4 anos no caso da Periplaneta americana.
Controle: A presença do inseto gera nas pessoas a sensação de repugnância, mas deveria despertar o sentimento de preocupação, já que esta, é o vetor mecânico de várias doenças. Portanto, a melhor solução para controle da infestação de baratas é a adoção das práticas de manejo integrado de pragas (MIP) a serem adotadas por uma empresa especializada.Carunchos, Traças e Besouros:
São inúmeras as pragas que atacam os grãos armazenados das mais diversas culturas. A forma de combate à estas pragas deverá basear-se em critérios específicos realizados por técnico habilitado. Qualquer que seja a praga e/ou grão, a Bayer Environmental Science tem uma solução adequada e técnicos que ajudam a combater e prevenir futuras infestações.
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